Escolher uma nova escola é ciência de ponta? Claro que sim.

 

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Localização, horário e instalações, são os primeiros aspetos que observa quando procura uma nova escola. Sabia que são também os menos importantes? Há outros indicadores bem mais relevantes e muito pouco valorizados. São 5 os critérios que os detectives School Embassy lhe oferecem para encontrar a escola certa:

1. A postura da escola face ao seu pedido de visita. Não há desculpas para que o impeçam de ver o lugar onde o seu filho vai passar a maior parte do seu tempo acordado. Se isso acontecer, lembre-se que está perante um péssimo indicador de qualidade. As razões mais habituais para vedar o acesso aos pais são: as visitas perturbam o normal funcionamento das aulas; não há recursos humanos disponíveis para tantos pedidos; há um sítio na internet onde existem fotos e documentos que comprovam o bom funcionamento da escola; só pode visitar o espaço após o encerramento das aulas. Não é por algumas desculpas poderem parecer razoáveis à primeira vista que deixam de ser um mau prenúncio. Se quer perceber como funciona mesmo a escola onde pensa colocar o seu filho, insista em visitá-la em pleno funcionamento para que possa aperceber-se do ambiente, do nível de higiene e segurança das instalações, da qualidade da alimentação e tantos outros fatores que devem pesar na sua decisão. Também há casos em que as instituições escolhem somente um dia (normalmente ao fim de semana) para abrir portas aos visitantes. Estes cumprem apenas uma parte dos requisitos fundamentais – saiba que irá visitar um ambiente preparado especialmente para o receber, que pode não corresponder à realidade. A nova escola será como uma segunda casa para o seu filho. Pagaria por uma casa que nem sequer visitou?

2. Atendimento ao telefone e durante a primeira visita. Como em qualquer outro serviço, a forma como os clientes são tratados diz muito sobre o modo uma organização aborda a qualidade. Avalie se foi de facto bem recebido, se o fizeram sentir que a sua visita era desejada e se o atenderam com transparência, comentando as conquistas mas também os desafios quotidianos da escola. Um anfitrião carismático, para além de passar uma mensagem de orgulho e paixão pela educação, deve também interessar-se por conhecer o seu filho e por interagir com ele, mesmo que ainda não seja aluno. Se foi mal atendido, o seu filho será um alvo ainda mais fácil, não acha?

3. Conhecer o projeto educativo com pormenor. Uma escola é muito mais do que um lugar onde o seu filho vai estudar. Há valores, comportamentos e competências que ele vai receber dela involuntariamente. Por isso é que é tão importante que a escola seja um modelo com o qual a família se identifique. Quando a escola é compatível com a família, os ganhos são indiscutíveis: há alinhamento entre a oferta educativa e os interesses reais do estudante, a exigência ao nível dos hábitos de estudo é partilhada, o ensino contribui para a superação das dificuldades do aluno e a comunicação com a família não é um problema porque as duas partes estão em sintonia. Se o objetivo da escola é ensinar, porque não perceber que plano traçou para o alcançar?

4. Averiguar qual a abordagem da instituição de ensino face à gestão dos comportamentos. É relevante questionar a escola quanto à sua política disciplinar, mesmo que isso cause alguma surpresa do lado de lá (vai ver que vão pensar que é um especialista). É fácil de perceber como em algumas escolas as regras são claras e estão explícitas num documento acessível a todos. Outras há em que as práticas surgem sem planeamento, o que por norma gera problemas. O regulamento interno das escolas deve incluir um capítulo explícito sobre esta matéria, que inclua os deveres e direitos de alunos e colaboradores, assim como as medidas a aplicar em caso de violação das normas pelas partes. Se tem um filho em idade de pré-escolar ou creche (em que as crianças estão ainda a aprender o significado das regras), questione os profissionais quanto a procedimentos que usam para desencorajar um comportamento impróprio (morder, empurrar, agredir) e pondere até que ponto concorda com eles. Antecipar essa reflexão será útil nos momentos em que as coisas correrem menos bem. Se não imagina educar um filho sem regras, porque vai escolher uma escola que não as definiu?

5. Fazer as perguntas certas em relação aos custos. Por menos óbvio que possa parecer, escolher uma escola pelo valor da mensalidade pode acarretar surpresas desagradáveis, já que as que as condições de frequência podem implicar despesas adicionais. É importante calcular o custo anual que a educação do seu filho terá, e analisar o seu impacto à luz do orçamento familiar disponível. Questione a escola sobre todos os valores a cobrar durante o ano: mensalidade e nº de meses a ser paga, valor da pré-inscrição, inscrição, renovação anual da inscrição, seguro escolar, custo da alimentação, uniforme, prolongamentos de horário, atividades de enriquecimento curricular, apoio educativo, preço médio das visitas de estudo e das colónias de férias. Se pede orçamentos para despesas pequenas, porque não calcular um grande investimento com educação?  

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2 comentarios en “Escolher uma nova escola é ciência de ponta? Claro que sim.

  1. Moura Monika

    Escolher a escola adequada para a Nuria nao é de fato uma tarefa facil. Encontro me como emigrante no Luxemburgo e o sistema educativo luxemburgues acaba por ser muito semelhante ao nosso portugues. No entanto, no que concerne as linguas acaba por ser muito complexo para quem fala so e unicamente portugues em casa…. ensino da lingua alemã como lingua de alfabetizacao,aulas dadas em luxemburgues e a partir do segundo ano primario aulad ontensivas de frances… como fronteiriça residente na alemanha questiono… colocar a minha filha no proximo letivo na alemanha que apenas tem alemao e ingles ou luxemburgo? Ja ouvi opinioes de profissionais de educacao de ambos os lados e acabo por ficar ainda mais confusa…

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